fbpx

A Origem da Língua Inglesa

A história da língua inglesa começa com a chegada de três tribos germânicas que invadem as ilhas britânicas durante o século V. Essas tribos são os Anglos, os Saxões e o Jutos. Eles cruzaram o Mar do Norte na parte onde hoje fica a Dinamarca e a parte norte da Alemanha.

Antes deles chegarem, os habitantes das ilhas britânicas falavam uma língua céltica. Muitos desses Celtas acabaram fugindo para o oeste e norte da ilha por causa dessas invasões e se fixaram na parte que hoje é conhecida como o País de Gales, a Escócia e a Irlanda. Os Anglos, o maior grupo, falavam um idioma chamado ‘Englisc’. É daí que surge a língua inglesa.

A língua inglesa tem alguns períodos bem distintos:

Old English (450 – 1100 )

Middle English (1100 – 1500)

Early Modern English (1500 – 1800)

Late Modern English (1800 – até hoje)

Old English (450-1100 AD)

As tribos germânicas falavam línguas similares. Essa junção de línguas parecidas acabou formando algo que chamamos de Old English, ou Inglês antigo. O Old English é muito diferente do que é o inglês atualmente, seja na fala ou na escrita. Na verdade, um falante nativo de inglês teria muita dificuldade em entender o Old English. Apesar disso, metade das palavras mais usadas no inglês moderno têm suas origens no Old English e por isso ele é tão importante. As palavras ‘be’, ‘strong’ e ‘water’, por exemplo, vem dessa época. O Old English foi falado até, mais ou menos, 1100.

Middle English (1100-1500)

Em 1066, William, o conquistador, invadiu as ilhas britânicas. Esses conquistadores chamados de Normandos são os atuais franceses. A língua francesa acabou se tornando a língua oficial da Corte Inglesa, das leis e do mundo dos negócios da época. Nessa época teve uma espécie de divisão de classe linguística. As classes inferiores falavam inglês e as classes superiores falavam francês.

No século 14, o inglês volta a dominar as ilhas Britânicas novamente, entretanto, muitas palavras francesas acabaram sendo incorporadas na língua inglesa. Da mesma forma, como no Old English, um falante nativo de inglês moderno teria muita dificuldade em entender o Middle English.

Modern English

Early Modern English (1500-1800)

Na parte final da era do Middle English, um fenômeno rápido e interessante aconteceu na pronúncia da língua falada nas ilhas britânicas. Chamamos de ‘Great Vowel Shift’ ou o ‘grande movimento de vogais’, foi quando as vogais começaram a ser ditas cada vez mais curtas.

A partir do século 16, os britânicos tiveram contatos com muitos povos diferentes pelo mundo todo por causa das rotas marítimas com o descobrimento das Américas e o desenvolvimento do comércio mundial.

Dessa forma, a Renascimento fez com que muitas palavras novas acabassem entrando para o inglês. Com a invenção da máquina de imprimir, o inglês começou a tomar uma forma mais parecida entre as diversas variedades que eram faladas. Os livros começaram a ficar mais baratos e acessíveis e mais pessoas aprenderam a ler.

Esse período trouxe um padrão de regularidade ao inglês. A escrita e a gramática acabaram por se tornar unificadas e o dialeto falado na região de Londres, onde a maioria das coisas eram impressas, se tornou o padrão. Em 1604, o primeiro dicionário da língua inglesa foi publicado.

Late Modern English (1800-Present)

A principal diferença entre o Early Modern English com o Late Modern English é o vocabulário. O Late tem muito vocabulário que surge de dois momentos importantes: a revolução industrial e tecnológica criou uma necessidade para novas palavras; a segunda, o Império Britânico estava no auge e cobria um quarto da superfície do globo, o idioma inglês adotou muitas palavras desses países que o Império tinha influência.

As variedades do inglês

Por volta do ano 1600, a colonização inglesa na América do Norte resultou na criação de uma variedade americana do inglês. A pronúncia de muitas palavras acabaram por ficar ‘congeladas’ quando elas chegaram na América, ou seja, de muitas maneiras o Inglês americano se parece mais com o inglês de Shakespeare do que com o inglês britânico atual.

Muitas das expressões que os Britânicos chamam de ‘Americanismos” são na realidade expressões do inglês original que foram preservados nas colônias. Palavras como, por exemplo, o americano ‘trash’, ‘loan’ e ‘fall’ pelo britânico ‘rubbish’, ‘lend’ e ‘autumn’. No entanto, muitos desses vocabulários acabaram por ser reimportados com a influência do cinema americano e nos últimos anos pelas tecnologias da comunicação pela internet.

O espanhol também teve uma grande influência no inglês americano e após no britânico. Palavras como ‘canyon’ e ‘ranch’ são exemplos de palavras do espanhol que entraram dentro do inglês devido aos assentamento do oeste americano. Palavras do francês através de Luisiana, palavras de oeste africano devido a escravidão também influenciaram o inglês americano e por extensão o inglês britânico.

A característica do idioma inglês em facilmente assimilar qualquer palavra de outro idioma fez com que essa língua seja a língua com o maior número de vocábulos.

Existem outras variantes como o inglês australiano, o neozelandês, o canadense, o sul-africano entre outros, mas isso é assunto para um outro momento.

WhatsApp chat